Juiz de Fora - MG, Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017 HOME | O DEMLURB | MAPA | FALE CONOSCO | WEBMAIL









Curiosidades:

A História da Latinha de Alumínio

     O Site da ALCAN faz interessante resumo histórico sobre a fabricação e utilização de latinhas, produto que o Brasil é campeão mundial de reciclagem.

1795 - O governo de Napoleão Bonaparte oferece prêmio de 12 mil francos a quem inventar um novo método de preservação de alimentos para o Exército e Marinha francesa.

1809 - Nicholas Appert recebe o prêmio de Napoleão Bonaparte por ter desenvolvido um método de preservação através do processo de esterilização de alimentos.

1810 - Peter Durand recebe a patente do Rei George III, da Inglaterra, pela criação da lata feita de folha-de-flandres para guardar alimentos.

1812 - O livro do francês Nicholas Appert, "Ato de Preservação de Todos os Tipos de Substâncias Animais e Vegetais" é traduzido e publicado em Nova York.

1825 - Thomas Kensett registra a patente da lata feita de folha-de-flandres na América. Fica conhecido como o "pai" da indústria da lata.

1880-90 - É introduzida nos Estados Unidos a primeira máquina automática para produzir latas.

1950 - Na década de 50, o alumínio começa a ser usado na fabricação de latas. A primeira lata de cerveja, feita de folha-de-flandres nos Estados Unidos, em 1935, pesava 85 gramas. Hoje a lata de bebida feita de alumínio pesa menos de 15 gramas.

1960 - É inventada a lata de alumínio fácil de abrir (sistema easy-open).

1974 - Introduzida a tampa stay-on-tab (anel que não solta da tampa).



Do lixo para a obra.
Pesquisa do Professor Antônio Ferreira Ávila da UFMG

     Uma tecnologia desenvolvida pela equipe do professor Antônio Ferreira Ávila, do departamento de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia promete, literalmente, revolucionar as estruturas da construção civil. Ela transforma garrafas plásticas de refrigerante e água mineral num compósito (produto reciclado) de alta resistência e baixo custo, que pode ser usado como azulejos, pisos e engrenagens. "Os testes indicam um produto leve, resistente e dez vezes mais baratos que materiais utilizados na construção civil, como a madeira", afirma o professor Ávila, que já registrou a patente do produto. Desde 1997, ele trabalha no desenvolvimento de compósitos a partir de material reciclado de origem polimérica (plástico). No ano passado, seus estudos renderam-lhe o Prêmio Sebrae de Inovação Tecnológica.
     Além do seu potencial econômico, o compósito é um produto ecologicamente correto. "O material reduz o acúmulo de resíduos plásticos nos aterros sanitários e, ao substituir a madeira, contribui para a diminuição do desmatamento", ressalta Ávila. Na construção de um conjunto habitacional de 1.200 casas, por exemplo, 937 árvores vão ao chão, o que equivale a mil metros quadrados de floresta homogênea, ou 10 mil metros quadrados de floresta nativa. Além disso, o produto será útil também na construção de casas populares de qualidade e baixo custo. "A redução dos custos das casas populares só pode ser feita através da adoção de novas técnicas de construção", afirma Ávila.
     O processo de transformação das garrafas plásticas em compósitos é aparentemente simples e envolve apenas processos físicos. Primeiro, o lixo é triturado para, em seguida, ser aquecido e prensado novamente. O material resultante recebe então a forma desejada. A primeira geração de compósitos, patenteada no ano passado, foi utilizada como engrenagem. "O segredo está no próprio processo", explica o estudante do terceiro período de Engenharia Mecânica, Luis Fernando de Menezes Vieira, bolsista da equipe do professor Ávila. O grupo agora trabalha na pesquisa de uma segunda geraçào de compósitos, que agrega tampinhas plásticas de refrigerante. "Ao transformar dois tipos de material num único, é importante estar atento às variações de temperatura. Se for muito alta, os materiais podem perder suas propriedades; se for baixa, não há homogeneização", explica o aluno. Os compósitos desenvolvidos por ele, sob a orientação do professor Ávila, serão utilizados como pisos e azulejos. "Já estamos preparando os testes definitivos, utilizando o material no piso do PCA (Pavilhão Central de Aulas, o antigo ICEX) e na sede da Asmare", afirma Ávila. Após a aplicação, Luis Vieira fará testes de durabilidade, resistência e degradação. "Os testes de laboratório já apontam resultados favoráveis", garante o aluno.
     O produto desenvolvido por Antônio Ávila joga por terra a crença de que materiais reciclados apresentam fragilidade ou baixa resistência mecânica. "Os compósitos suportaram um peso máximo de 2,5 toneladas, revelando-se mais resistentes que a própria madeira. Queremos agora aumentar essa resistência para 10 toneladas", adianta o professor, que pretende continuar desenvolvendo novos compósitos, a partir de diferentes materiais e combinações.
     No início deste ano, a UFMG firmou uma parceria com a Associação dos Catadores de Papel de Belo Horizonte (Asmare) para repassar à entidade a tecnologia de reciclagem desenvolvida pelo professor. "Vamos fornecer a receita desses compósitos, oferecer assessoria para a sua produção e ensinar as técnicas de reciclagem", afirma Ávila, que destaca a relevância social do projeto. "A Asmare pode arrecadar até três vezes mais do que fatura hoje, se passar a transformar as garrafas plásticas em compósitos", estima o professor.
     A parceria com a Asmare, no entanto, ainda se encontra em fase inicial. "Os profissionais da entidade já estiveram em nossos laboratórios, nós já visitamos a sede e o lixão, mas a continuidade do processo depende da aquisição, pela Asmare, dos equipamentos utilizados na reciclagem", explica Ávila, que afirma ter desenvolvido com seus alunos uma maquinaria bem mais barata e igualmente eficiente. "Construímos uma máquina para uso industrial a um custo de R$300,00. O equipamento que utilizamos no laboratório custa R$20 mil", compara o professor.
     Jornalista Carla Maia
     Fonte: Boletim UFMG - 29/08/2002



Materiais que não são recicláveis

  • Pilhas e Baterias;
  • Papéis sanitários ou sujos de gordura;
  • Papéis de FAX;
  • Embalagens parafinadas: biscoitos, picolés, sucos;
  • Embalagens metalizadas: batata frita, skiny, sopas, sucos e balas;
  • Fraudas descartáveis;
  • Absorventes higiênicos
  • Isopor;
  • Espumas;
  • Lâmpadas;
  • Assadeiras de vidro;
  • Espelhos e Cristais.


Qual é a origem do nome "Gari"?

     O Sr. Aleixo Gary, de origem francesa, no dia 10/10/1876, assinou contrato com o Ministério dos Negócios do Império para executar os serviços de limpeza da cidade do Rio de Janeiro. A repercussão do seu trabalho logo se espalhou por todo o Império e, desde então, os operários da limpeza pública passaram a ser conhecidos por "garis", profissionais fundamentais na manutenção da qualidade de vida das cidades.



PET: Por que ela virou a grande vilã do Meio Ambiente?

Máquina que paga para triturar vasilhames vira arma
contra um tipo de lixo que emporcalhou praias e mangues do Rio

        Foi no Rio, mas poderia ter sido em São Paulo, Recife, Porto Alegre. Depois de uma forte tempestade na semana passada, vários pontos da cidade exibiam um aspecto sombrio da vida moderna: o lixo das garrafas plásticas descartáveis. Elas estavam por toda parte. Emporcalharam praias e mangues, entupiram bueiros, provocaram inundações. Enquanto isso, em um supermercado na cidade, dezenas de cariocas experimentavam uma das melhores novidades no combate ao problema: uma máquina que recebe e tritura as garrafas para a reciclagem, e dá, em troca, vale compras de R$ 0,01 por unidade. Ou seja: elimina o lixo e ainda paga por isso, graças a uma parceria entre a rede de supermercados Extra, a fabricante de bebidas Ambev e a empresa de reciclagem Latasa.
        O modelo, instalado no Rio no início de junho, já existe em São Paulo desde janeiro e, em breve. Será implantado em outras cidades. Na capital paulista, em cinco meses, 40 máquinas recolheram 1,5 milhão de garrafas plásticas. Mas ainda é muito pouco em relação à quantidade que vai para o lixo.
        Só no ano passado, foram vendidos no Brasil 5,7 bilhões de refrigerantes em embalagens PET, como são chamadas essas garrafas, o equivalente a 33 unidades por brasileiro. No mesmo período, apenas 1,5 bilhão de vasilhames vazios passaram por algum processo de reciclagem. Fazendo as contas, constata-se que, em 2000, cada brasileiro jogou por aí, em aterros sanitários ou simplesmente por aí, 24 garrafas plásticas como as que a natureza cuspiu de volta no Rio, na semana passada.


* FONTE: Revista TUDO (que eu quero) - edição 23 - 8/julho/2001 - pág. 46



Reciclagem atrai novos empreendimentos

      Cadernos, bancos de automóvel, conduítes, capachos e camisetas. O que esses produtos, aparentemente tão diferentes, podem ter em comum?
        Todos, sem exceção, são feitos de materiais recicláveis, com aparas de papel, embalagens longa vida, fibras vegetais, plásticos e pneus pós-consumo.
        Empresas localizadas nos quatro cantos do País, tendo, em média, entre três e sete anos de existência, são as protagonistas dessa "alquimia" que transformam "lixo" em matéria-prima que, por sua vez, dá origem a incontáveis produtos. Hoje, é grande a gama de items disponibilizados ao consumidor final, suprindo necessidades que vão da casa ao ambiente de trabalho.
        Em razão de sua qualidade, visual caprichado e preço competitivo, os reciclados brasileiros disputam mercado de igual para igual, com produtos assemelhados, mas confeccionados com matéria-prima virgem. O consumidor, cada vez mais informado dos benefícios ambientais e sociais da reciclagem, não pestaneja na hora da compra: prefere sempre o reciclado.
        Nos Estados Unidos, Europa e Japão, o fenômeno é ainda mais intenso. A indústria da reciclagem além de conquistar dia-a-dia um número crescente de clientes, já é considerada atividade estratégica para a geração de novos empregos. Os reciclados invadem a indústria automobilística, moveleira, da moda, de materiais para a construção civil, de utilidades domésticas, entre outros.
        Confira alguns reciclados oferecidos em escala comercial e industrial no Brasil.

  • ALUMÍNIO: no banheiro o ECOBOX, feito de esquadrias em alumínio reciclado e plástico reciclado para as divisórias.

  • FIBRAS VEGETAIS E RESÍDUOS PARTICULADOS: capachos para a entrada de residências e estabelecimentos comerciais. Têm alta durabilidade, maior retenção da sujeira, além de fungicida natural. Em fibra de coco, PET reciclado ou retalhos de tecelagem.

  • TIJOLOS: de solo-cimento, sem necessidade de queima de madeira - 80% terra areno - argilosa, 10% areia, 10% cimento.

  • BLOCOS: blocos cerâmicos para revestimento e fechadura de paredes, feitos de argila e resíduos de papelão.

  • REVESTIMENTO DE PAREDES: placas de fibras de juta ou coco reaproveitadas, prensadas a frio com resina de óleo de mamona ou a quente, com resina vegetal de acácia negra (leguminosa).

  • ARGAMASSA VEGETAL: em cimento e pó de serra de pinus, para vasos, caixas de passagem, lajotas e nivelamento de pisos. O processamento de cascas de arroz, algodão, amendoim, girassol, bagaço de cana, restos florestais, serragem de madeira, resíduos têxteis e restos de couro, entre outros, resultam num eficiente substituto do carvão e lenha usados em churrasqueiras e lareiras. As fibras naturais também estão em algumas peças que equipam os veículos da Daimler-Chrysler.

  • LONGA VIDA: estas embalagens dão origem a mantas isolantes para telhados. O produto não propaga fogo. Este reciclável combinado com resíduos de plástico permite produzir placas super-resistentes a impactos, capazes de receber tintas, colas, adesivos, além de ser um excelente isolante térmico. Podem ser usadas como pisos, bancos de jardim, divisórias, revestimentos, etc.

  • TELHAS E COMPENSADOS: substituem os compensados convencionais e apresentam grandes vantagens com relação à umidade e temperatura. As placas servem, também, como divisórias, tampos de mesas, etc.

  • PAPEL: impermeabilizante e isolante termo-acústico à base de aparas de papel e outros materiais reciclados. Garantem estabilidade da temperatura interna e são atóxicos para habitantes do local.

  • MATERIAL ESCOLAR: caderno em papel reciclado pós-consumo, com capa de bagaço de cana de açúcar.

  • PLÁSTICO: os flakes, pequenos pedaços de plástico picados e descontaminados, de duas garrafas PET viram uma camisa básica. O produto leva o nome de Alya Eco e foi recentemente lançado, no Brasil, pela Rhodia-Ster. Trata-se da primeira fibra têxtil produzida 100% a partir de embalagem PET pós-consumo. A fibra é 20% mais leve que o algodão. O tecido de PET reciclado é tão macio e agradável ao toque que também é usado para fazer colchas, mantas para sofá e xales para a decoração da casa, toalhas de mesa, cortinas, etc.
          Este reciclável também permite a fabricação de cerdas e cordas, carpete, réguas e canetas, carrinhos de brinquedo, tênis, luminárias, vassouras, potes plásticos, tapetes, mantas para enchimento de edredons e travesseiros, pelúcias para confecção de bichinhos, filtros para coifa, sacolas, sacos de lixo, vasos para flores, chapas para revestimento de paredes, painéis, prateleiras, entre outros. A sucata perigosa de vasilhames de agrotóxicos para a lavoura transforma-se em conduites, usados na construção civil.

  • PNEUS: a borracha de pneu reciclada transforma-se em assoalho para áreas externas e solados de tênis.

  • ECOBAGS, BOLSAS E SACOLAS: em câmara de pneus reaproveitada e couro vegetal ecológico (látex vulcanizado sem o uso de enxofre).

  • VIDROS: objetos de decoração.

    * Fonte: CEMPRE Informa - maio/2001 - pág. 2,3



    Você sabia que:

         Para cada 1.000 Kg de alumínio reciclado, deixa-se de extrair 5.000 Kg de minério (bauxita).
         Para se fazer 1,0 Kg de vidro é preciso 1,3 Kg de matéria-prima (sílica, areia, felaspato, barrilha e outros) ou 1,0 Kg de caco de vidro reciclado.
         Para 60 Kg de papel reciclado evita-se que uma árvore seja cortada.
         O plástico sendo reciclado pode se transformar em novos produtos plásticos.



    Duração do Lixo no Mar


    Toalha de Papel
    2 a 4 semanas

    Caixa de Papelão
    2 meses

    Caixa de Leite
    3 meses

    Luvas de Algodão
    5 meses

    Porta-Latinhas
    Foto-Degradável

    6 meses

    Jornal
    6 meses

    Fralda Descartável
    1 ano

    Garrafa Plástica
    450 anos

    Lata de Alumínio
    200 anos

    Vidro
    Tempo Indeterminado

    Copo Plástico
    50 anos

    Porta-Latinhas
    Plástico

    40 anos

    Lixo Radioativo
    250.000 anos

    Bóia de Isopor
    80 anos

    Linha de Nylon
    650 anos

    Pedaço de Madeira Pintada
    13 anos



    Reciclagem, atividade estratégica para a melhoria
    da performance produtiva e ambiental do país.

    Fonte: CEMPRE Informa número 151 - ano XVIII - Maio/Junho - 2010







    Simbologia para Identificação de Materiais Recicláveis



    Símbolos utilizados para Identificação de Embalagens Plásticas
    Norma NBR 13.230 da ABNT





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