Juiz de Fora - MG, Sexta-Feira, 19 de Dezembro de 2014 HOME | O DEMLURB | MAPA | FALE CONOSCO | WEBMAIL










Aterro Sanitário:

CONHEÇA A CENTRAL DE
TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE JUIZ DE FORA:



Figura 1 - Entrada da Central de Tratamento de Resíduos (CTR)

1- Histórico Recente da Destinação Final de
Resíduos Sólidos em Juiz de Fora-MG

     O município de Juiz de Fora se localiza na Zona da Mata Mineira, com área de 1437 km², incluído no complexo da Mata Atlântica. O clima possui dupla estacionalidade climática: uma tropical, que se caracteriza por épocas de intensas chuvas de verão e temperatura elevada, seguida por estiagens acentuadas, bem como queda na temperatura. Segundo o IBGE (2009), a população estimada é de 526.706 habitantes e a geração de resíduos sólidos é de aproximadamente 530 toneladas por dia.

     Com relação aos resíduos sólidos, Juiz de Fora teve seu primeiro Aterro Sanitário inaugurado em 30 de maio de 2005, na área denominada Salvaterra. Anteriormente a esta data os resíduos eram dispostos de forma inadequada em lixões e aterros controlados.

     No entanto, o Aterro Sanitário Salvaterra foi projetado em uma área onde já funcionava um lixão desde janeiro de 1999 e este fato prejudicou sua vida útil. O Aterro Sanitário Salvaterra foi desativado em 11 de abril de 2010, passando para apreciação do órgão de controle ambiental o seu Plano de Encerramento, que consiste basicamente na implantação de camada de cobertura final e plantio de gramíneas, com a finalidade de realizar a cobertura final dos resíduos e proteção dos taludes; inserção de cinturão verde e manutenção do paisagismo e sistema de drenagem; além da continuidade dos programas de monitoramento geotécnico, de efluentes e dos recursos hídricos.

     Paralelamente ao encerramento do Aterro Sanitário Salvaterra, foi dado o início da operação do Aterro Sanitário da nova Central de Tratamento de Resíduos - CTR, localizada no distrito de Dias Tavares.

     Em 12 de abril de 2010, a CTR foi inaugurada, com capacidade de receber mais de 500 toneladas de resíduos por dia, durante 25 anos.

     Para a implantação e operação da CTR, iniciou-se no ano de 2006 um processo licitatório na Modalidade de Concorrência Pública em que a empresa vencedora tinha a obrigação de operar e encerrar o Aterro Sanitário Salvaterra e promover a sua substituição em uma nova área. Para tal, seria necessária a realização de estudos, projetos, licenciamentos e implantação da infra-estrutura da nova CTR. A princípio, as empresas participantes da licitação apresentaram três áreas pré-selecionadas localizadas no município de Juiz de Fora e denominadas: Fazenda Barbeiro, Sitio Chaves e Fazenda Saudade. Após as análises técnicas necessárias, a área que melhor atendia aos pré-requisitos estabelecidos na licitação era a Fazenda Barbeiro, uma vez que nas demais áreas foram constatados problemas como área insuficiente para a recepção dos resíduos, proximidade com a população podendo deflagrar conflitos sócio-ambientais, além da presença de recursos hídricos.

     Assim, concluiu-se que a Fazenda Barbeiro seria a melhor área, sendo que esta apresentava menores riscos à população e ao meio ambiente e gerava um menor custo com relação as atividades e o encerramento do empreendimento a ser implantado no local.

     Portanto, a nova CTR, um local dotado de tecnologia moderna voltada para o desenvolvimento sustentável, tem como objetivo adotar sistemas de tratamento e destinação final que utilizem técnicas de engenharia sanitária e ambiental de forma a possibilitar o cumprimento integral da legislação ambiental e sanitária, eliminando, assim, qualquer possibilidade de prejuízo à saúde da população e de contaminação do solo, dos recursos hídricos e da atmosfera, proporcionando ao Município de Juiz de Fora um sistema adequado de destinação final dos resíduos sólidos urbanos.

2- A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Dias Tavares

     A Central de Tratamento de Resíduos - CTR, tem sua localização entre o trevo da siderúrgica Acelor Mittal e o trevo do bairro Dias Tavares, situada a aproximadamente 25 km do centro urbano de Juiz de Fora, em uma gleba denominada Fazenda Barbeiro tendo seu acesso pela BR-040 até o km 772.

     Possui aproximadamente 351 hectares de área sendo que serão utilizados apenas 40 hectares para a implantação propriamente dita do empreendimento. As coordenadas de referência da gleba são UTM N: 7608000 e E: 662000. A nova área para destinação final dos Resíduos Sólidos Urbanos do município de Juiz de Fora foi inaugurada em 12 de abril de 2010, com perspectiva de receber aproximadamente 530 toneladas de resíduos por dia (DEMLURB, 2010) enquadrados na classificação II A e II B, de acordo com a ABNT NBR 10.004 (2004). O empreendimento irá operar sob concessão por um período de 25 anos.

     A CTR é composta de Aterro Sanitário para Resíduos Sólidos Urbanos e de Serviços de Saúde, Aterro de Inertes, Estação de Tratamento de Efluentes (Percolados), Unidade de Compostagem, Centro de Educação Ambiental, Viveiro de Mudas e Instalações Físicas de Apoio para administração do empreendimento. A Figura 02 mostra parte das Instalações Administrativas da CTR e a Figura 03 a área utilizada como aterro sanitário.


Figura 2 - Instalações de Apoio da CTR


Figura 3 - Parte da área de disposição de resíduos
sólidos urbanos e de serviços de saúde.

3- Classificação dos Resíduos Sólidos encaminhados para CTR
  • RVA (Resíduos Sólidos de Varrição): São os resíduos resultantes das atividades de varrição dos logradouros e espaços públicos, eventos, etc., que são recolhidos em caminhões basculantes utilizados neste serviço pelo DEMLURB.
  • RCA (Resíduos Sólidos de Capina): São os resíduos resultantes das atividades de capina de vias e logradouros públicos, roçada, raspagem de terra e restos dos serviços de limpeza das praças, parques e jardins, que são recolhidos em caminhões basculantes utilizados neste serviço pelo DEMLURB.
  • RBI (Resíduos de Podas e Cortes de Árvores): São resíduos de galhadas e rejeitos da atividade de poda da vegetação em áreas públicas ou privadas, que são recolhidos em caminhões basculantes utilizados neste serviço pelo DEMLURB e terceiros.
  • RCC (Resíduo da Construção Civil): Refere-se apenas a resíduos de construção civil (entulhos ou restos de obras) proveniente de pequenos reparos e construções de obras públicas, que são recolhidos em caminhões basculantes ou poli-guindastes utilizados neste serviço pelo DEMLURB e terceiros.
  • RDD (Resíduo Domiciliar): São os resíduos domiciliares e/ou comerciais (estabelecimentos comerciais, escritórios, bancos, etc.) recolhidos pelos caminhões compactadores utilizados exclusivamente pelo DEMLURB para a coleta regular de resíduos sólidos.
  • RMA (Mercadorias Apreendidas): São os resíduos provenientes de ações de fiscalização (sanitária, de posturas, etc.) e comumente apresentam estado de putrefação ou contaminação e, ainda, mercadorias impedidas/proibidas de serem comercializadas.
  • RLD (Lodo Desidratado): São os resíduos oriundos de coletas de limpezas de fossas e estações de tratamento de água e esgotos das empresas públicas ou privadas.
  • RGG (Resíduos de Grandes Geradores): São os resíduos sólidos oriundos de condomínios, shopping centers e restaurantes que excedam a um volume máximo determinado pela legislação municipal. O RGG, geralmente com características de resíduos domiciliares/comerciais (Classe II - A, segundo NBR 10.004/2004), pode ser recolhido pelo próprio gerador ou pelo DEMLURB, mediante a cobrança pela realização dos serviços de coleta e/ou aterragem.
  • ROT (Outros Resíduos): São denominados "bagulhos volumosos", tais como pneus, móveis e grandes eletrodomésticos (reaproveitáveis ou insersíveis), que são recolhidos pelo DEMLURB ou encaminhados ao aterro por terceiros.
  • RSS (Resíduo de Serviços de Saúde e Carcaças de Animais): Os resíduos dos serviços de saúde são aqueles oriundos de hospitais, postos de saúde, laboratórios, farmácias, clínicas e outros estabelecimentos congêneres, recolhidos pelo DEMLURB em caminhão ou caminhonete apropriados, bem como de carcaças de animais mortos coletados na cidade.

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no Aterro Sanitário hoje: 19/12/2014



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4- Aterro Sanitário para Resíduos Sólidos Urbanos e de Serviço de Saúde

     A concepção geral do Aterro Sanitário da CTR é de um aterro em camadas construídas com a compactação horizontal dos resíduos (Figura 4). Para proteção das nascentes e alívio das pressões de base do aterro, o sistema de drenagem de base adotado foi em "espinha de peixe", composto por drenos de brita 02, geotêxtil e tubos perfurados.


Figura 4 - Célula de Aterro Sanitário e sistema de
drenagem de base em "espinha de peixe"

a) Impermeabilização da Base

     A camada de impermeabilização da base assegura a separação da disposição de resíduos do subsolo, impedindo a contaminação do lençol freático e do meio natural através de infiltrações de percolados ou substâncias tóxicas.

     O sistema de impermeabilização é composto por uma camada de solo argiloso compactado de 70 centímetros de espessura, seguido por uma membrana tipo PEAD (polietileno de alta densidade) de 2,00 mm sobreposta seguida de outra camada de solo argiloso compactado de 40 cm de espessura.


Figura 5 - Impermeabilização da base

b) Sistema de drenagem

     Por sobre esse sistema impermeabilizante foi concebido o sistema de drenagem de percolados, de acordo com a Figura 05, que irá encaminhar esses líquidos para o sistema de tratamento desses efluentes. Concomitante ao sistema horizontal de drenagem de percolados tem-se implantado drenos verticais para a drenagem descendente desses líquidos e drenagem ascendente dos gases gerados no maciço de resíduos compactados (Figuras 6 e 7).


Figura 6 - Sistema de Drenagem de Percolados


Figura 7 - Sistema de Drenagem de Percolados e de Gases

c) Recebimento dos Resíduos

     A recepção dos resíduos é realizada na guarita da CTR e consiste na operação de inspeção preliminar, durante a qual os veículos coletores, previamente cadastrados e identificados, são vistoriados por fiscal/balanceiro treinado e instruído para o desempenho adequado dessa atividade. Esse profissional verifica e registra a origem, a natureza e a classe dos resíduos que chegam ao empreendimento; orienta os motoristas quanto ao local no qual os resíduos devem ser descarregados e impede que resíduos incompatíveis com as características do empreendimento ou provenientes de fontes não autorizadas pelo DEMLURB sejam lançados no mesmo.

     Na balança existente na CTR é realizada a pesagem dos veículos coletores para se ter controle das quantidades diárias e mensais dos resíduos dispostos em cada unidade.


Figura 8 - Balança de Pesagem


Figura 9 - Recebimento dos resíduos

d) Descarga, Espalhamento e Compactação dos Resíduos

     Os caminhões depositam os resíduos em "pilhas" imediatamente à frente de operação demarcada, conforme definido pelo responsável pela operação e encarregados de frente. O desmonte dessas pilhas de resíduos é feito com o auxílio da lâmina do trator de esteira, que, em seguida, procede ao seu espalhamento e compactação.

     Na frente de operação, os resíduos são espalhados e compactados por um trator de esteira com peso operacional mínimo de 15 toneladas, em rampas com inclinação aproximada de 1 na vertical para 2,5 na horizontal (1:2,5). O equipamento de compactação está permanentemente à disposição na frente de operação.

     A operação de compactação é realizada com movimentos repetidos do equipamento de baixo para cima, procedendo-se, no mínimo, a 6 passadas sucessivas em camadas sobrepostas, até que todo o material disposto em cada camada esteja adequadamente adensado, ou seja, até que se verifique por controle visual que o incremento do número de passadas não ocasiona redução do volume aparente da mesma (Figura 10).


Figura 10 - Compactação dos resíduos


Figura 11 - Compactação dos resíduos

e) Cobertura Diária dos Resíduos

     A cobertura dos resíduos é feita com solo ou material sintético com o objetivo de impedir o arraste de materiais pela ação do vento e evitar a disseminação de odores desagradáveis e a proliferação de vetores como moscas, ratos, baratas e aves.


Figura 12 - Cobertura dos resíduos


Figura 13 - Cobertura dos resíduos

5- Estação de Tratamento de Efluentes (Percolados)

     A CTR é composta por uma unidade de tratamento de efluentes, com o objetivo de adequar os líquidos percolados aos padrões de lançamento.

     O sistema consiste em tratamento físico-químico e biológico e está dimensionado para atender a vazão média de chorume de 40 m3/dia com concentrações médias de carga orgânica na ordem de 35.000 mg/L DBO, 43.000 mg/L DQO, 650 mg/L NTK, pH 5,0, 28.000 mg/L ST e 25° C, conforme tecnologia já implantada em aterros sanitários similares.


Figura 14 - Estação de Tratamento de Efluentes


Figura 15 - Estação de Tratamento de Efluentes

6- Aterro de Inertes

     A área destinada a receber os resíduos inertes é de 4 ha com capacidade volumétrica de aproximadamente 500.000 m3. O aterro será do tipo superfície (área) e rampa, sendo implantado em plataformas com 6,0 m de altura cada. As bermas têm 4,0 m de largura e possuem inclinação de 1% em direção ao pé do talude de montante onde serão instaladas canaletas de proteção para captação de águas pluviais para evitar possíveis erosões.


Figura 16 - Área do Aterro de Inertes

7- Unidade de Compostagem (em construção)

     A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas, papel e restos de comida, num material semelhante ao solo, a que se chama composto, e que pode ser utilizado como adubo.

     O pátio de compostagem terá o piso impermeabilizado, com sistema de drenagem pluvial, permitindo sempre a incidência de luz solar em toda a área.

     A unidade de compostagem implantada na CTR - JF foi projetada para operar 10 toneladas de resíduos orgânicos por dia em uma superfície útil de 2.500 m2. O material a ser tratado será recebido e armazenado em leiras com previsão de operação para 120 dias. O sistema de compostagem proposto é o Natural Simplificado, sem Aeração Forçada.

8- Área Administrativa e Fiscalização

     Como instalação física de apoio da CTR temos: escritório, oficina, vestuário, instalação sanitárias, tanque de abastecimento, balança, guarita e refeitório.


Figura 17 - Área Administrativa da CTR


Figura 18 - Oficina da CTR

9- Centro Educação Ambiental (CEA)

     A CTR apresenta um Centro de Educação Ambiental integrado às áreas destinadas à preservação e compensação ambiental. O CEA é um espaço que está disponível para o desenvolvimento de práticas interdisciplinares de Educação Ambiental e atende um público de 40 pessoas sentadas. Está equipado com mobiliário adequado e instalações necessárias.


Figura 19 - Centro de Educação Ambiental


Figura 20 - Centro de Educação Ambiental


Figura 21 - Centro de Educação Ambiental

10- Viveiro de Mudas

     O Viveiro de Mudas da CTR buscará produzir espécies ameaçadas de extinção e árvores de natureza nativa, enfatizando as espécies da Mata Atlântica que serão usadas para reflorestamento de áreas de recuperação ambiental.


Figura 22 - Viveiro de Mudas

11- Áreas disponíveis para preservação ambiental

     A área de implantação da CTR tem uma área de aproximadamente 351 hectares. Desta área, a CTR utilizará somente 40 hectares, sendo que o restante será mantido como área de preservação, compensação ambiental.


Figura 23 - Parte da área preservação Ambiental

12- Considerações finais

     A realidade do município de Juiz de Fora não é muito diferente da realidade dos demais municípios brasileiros. A cidade presenciou uma catástrofe ambiental nos anos de 2002 e 2004. Dois grandes deslizamentos ocorridos na área de Salvaterra, carreando 70000 m3 de lixo dispostos em vazadouro a céu aberto, sem nenhum critério técnico, colocaram em risco um grande acervo natural, cultural e histórico daquela região.

     Atualmente, com a implantação da nova Central de Tratamento de Resíduos em Juiz de Fora - MG, em Dias Tavares, pode-se dizer que o município se tornou exemplo para o país, em se tratando de disposição dos resíduos sólidos, uma vez que, eliminou de forma definitiva o "lixão", que contribuía significamente para a degradação do meio ambiente (como a contaminação das águas superficiais e subterrâneas e do solo), diminui consideravelmente os riscos de proliferação de vetores responsáveis pela disseminação de doenças e garantiu uma destinação adequada para lixo produzido nos centros urbanos.

     Salienta-se que é dever do governo local dar continuidade a esse trabalho e, concomitantemente a isso, incrementar o investimento em divulgação de conhecimentos relativos à gestão de resíduos.

     Seja como for, cabe a todos contribuir: separar e enviar para reciclagem o lixo em suas residências, cobrar do poder público o cumprimento de suas obrigações para com o meio ambiente, investir na educação dos filhos ensinando que o planeta é a casa maior em que se vive e que é preciso conservá-la para se viver mais e melhor. Atingir metas só será possível e já está acontecendo, se TODOS contribuírem de forma individual.


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